Entendemos o terceiro sector como um conjunto heterogéneo, híbrido e difuso de organizações. Estas organizações situam-se num espaço intermédio entre o sector público (Estado/administração pública), o sector privado lucrativo (mercado) e as redes primárias de solidariedade (ou sociedade civil num sentido mais amplo).
Geralmente identificado com associações, mutualidades, cooperativas, fundações, entre outras, o que melhor pode distinguir este sector são as suas características comuns, mais do que as suas formas jurídicas.
As organizações do terceiro sector têm em comum o facto de constituírem iniciativas da sociedade civil que se organiza para dar resposta às suas necessidades (de uma dada colectividade) ou às necessidades comuns a todos (ao território, à população, à humanidade, ao planeta). Partilham igualmente a tendência, em maior ou menor grau, de incorporar os princípios de democraticidade, de não maximização do lucro, de autonomia, de voluntarismo, de primazia das pessoas e do trabalho sobre o capital.
O terceiro sector é:
- Heterogéneo – pela riqueza e diversidade de gerações de organizações, formas jurídicas, tipos organizacionais, sectores económicos de actividade, áreas de intervenção, etc.;
- Híbrido – porque tende a combinar características e lógicas económicas do sector público (a redistribuição de recursos, a procura do bem comum), do sector privado (a procura de rendimento originado na venda de bens ou serviços no mercado) e características e lógicas económicas de solidariedade da sociedade civil (a reciprocidade presente no trabalho voluntário, nos donativos, entre outros);
- Difuso – pelo seu carácter heterogéneo e híbrido, mas também pela sua espontaneidade enquanto resultado das dinâmicas da sociedade civil, mobilizada para a procura de respostas às necessidades existentes ou emergentes.
O aspirado reconhecimento do terceiro sector não deve ser confundido com a delimitação rígida das suas fronteiras. Deve basear-se nas suas características e finalidades comuns, em nenhuma circunstância colocando em risco a pluralidade, a flexibilidade ou a espontaneidade internas do sector. Este reconhecimento será desejavelmente fruto de um percurso necessariamente longo de consciencialização, negociação e debate, dentro e fora do terceiro sector.
Entendemos por sustentabilidade a capacidade das organizações se desenvolverem autonomamente nas respostas às necessidades das pessoas e territórios. Trata-se de garantir um funcionamento quotidiano alicerçado numa perspectiva de longo prazo e numa estratégia de acção integradora, capaz de prosseguir a criação de valor acrescentado em termos sociais, ambientais e económicos.
Promover a sustentabilidade do terceiro sector e das suas organizações implica reconhecer o seu posicionamento no espaço intermédio entre o Estado, o Mercado e a Sociedade Civil e a natureza híbrida dos recursos que mobiliza: públicos, resultantes de actividades de mercado e da solidariedade social (voluntariado, donativos, etc).
Do ponto de vista organizacional trata-se portanto de efectivar os seus princípios e valores na sua acção quotidiana e nos seus modelos de gestão, bem como de demonstrar os seus resultados. Trabalhando neste sentido a A3S procura contribuir para modelos alternativos de desenvolvimento económico, social, cultural, cívico e ambiental mais equitativos e solidários.
A A3S tem página no Facebook, através da qual pretende divulgar e partilhar infomação sobre o terceiro sector.
Inscrições abertas para o Curso de "Avaliação de Desempenho", promovido pela Anje, com a participação da A3S, a decorrer em Junho.
Para mais informação, consultar o site da Anje em: http://www.anje.pt/portal/formacao-avaliacao-de-desempenho
Um membro da A3S participa na recem criada Rede Portuguesa de Líderes do Terceiro Sector. A ESLIDER Portugal tem por missão promover um Terceiro Sector inovador e profissional em Portugal e defender os interesses dos respectivos Líderes.
Para mais informação, consultar a página do Facebook.
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Entendemos o empreendedorismo social como a busca contínua de inovação, a perscrutação de novas oportunidades e a criação de valor social acrescentado. O empreendedorismo social pode estar presente nos indivíduos, nos projectos, nas colectividades ou nas organizações, orientados por uma missão que visa a criação de valor social.
As empresas sociais podem ser entendidas como organizações com características de empreendedorismo social, que tendem a assumir os princípios do terceiro sector, nomeadamente uma vertente colectiva e democrática. A esta componente de participação cívica e democrática acresce uma componente económica intencional e explícita (que passa pela realização de uma actividade contínua de produção de bens e/ou serviços, pela presença de um nível significativo de risco económico e/ou um nível mínimo de emprego remunerado). As empresas sociais substituem a lógica da maximização do lucro pela lógica da eficiência social e económica e da maximização dos benefícios para os seus destinatários.
O terceiro sector sofre de invisibilidade histórica sob a hegemonia da economia e regulação pública e de mercado, tendo vindo a ser alvo de uma atenção crescente nas últimas décadas por parte da investigação científica, das políticas públicas, das políticas de responsabilidade social das empresas e do público em geral. Em Portugal, o terceiro sector é um tema recente e em desenvolvimento. Este conceito integra um conjunto heterogéneo de tipos de organizações, algumas das quais com grande tradição em Portugal, como são os casos das misericórdias, das associações mutualistas, das cooperativas ou das associações não lucrativas.
Num contexto de procura de soluções alternativas de desenvolvimento, o terceiro sector surge como um terceiro pilar de produção, regulação e governância, com potencialidades aos níveis da criação de soluções económicas alternativas, da construção de sistemas democráticos mais participativos, da reforma dos Estados de Bem Estar.
O reconhecimento do terceiro sector como um todo enfrenta ainda grandes desafios em Portugal, e a nível internacional, tanto nos planos da investigação, como do enquadramento das políticas públicas e da própria identidade colectiva.
Às insuficiências de reconhecimento e identidade do sector acrescem problemas diversos, nomeadamente: sustentabilidade das organizações; gestão estratégica e operacional eficiente e eficaz (liderança, gestão de recursos humanos, gestão e sustentabilidade económico financeira, comunicação interna, modelos organizacionais, participação, qualificação de recursos humanos; mobilização e gestão de voluntariado, etc.); acesso ao crédito e a serviços financeiros adequados; sistemas de suporte e incentivo à criação de novas organizações; apoio à qualificação e desenvolvimento organizacional; enquadramento legal, fiscal e político adequado às suas necessidades e especificidades.
Simultaneamente, as organizações do terceiro sector são reconhecidas pelos seus valores de solidariedade social, de democraticidade, expressão e voz da sociedade civil, de humanismo e do BEM COMUM. Constituem uma importante força económica de resposta a necessidades sociais nos domínios da pobreza e exclusão social, serviços sociais, educação, saúde, cultura, ambiente, desporto, entre outros. São organizações que se distinguem por: tenderem a trabalhar para múltiplos objectivos (sociais, económicos, ambientais); mobilizarem recursos económicos, monetários e não monetários, de diversas origens (do financiamento e benefícios públicos [redistribuição]; da venda de bens e serviços no mercado [lucro]; da mobilização de trabalho voluntário e donativos de indivíduos e de empresas [reciprocidade/solidariedade]); incorporarem sistemas de organização democráticos e, mais recentemente, tenderem a introduzir inovações do ponto de vista do envolvimento de diferentes grupos de interessados (stakeholders) na sua gestão. Desta forma, estas organizações incorporam um conjunto de características e potencialidades do ponto de vista de procura de soluções alternativas de desenvolvimento.
Fruto do incipiente grau de reconhecimento e identidade do sector, bem como de especificidades históricas, a organização e representação colectiva dos diversos ramos e organizações do sector apresentam debilidades. A criação de plataformas comuns, nomeadamente da Cooperativa António Sérgio para a Economia social e do Conselho Nacional de Economia Social, é ainda muito recente.
Por um lado, verifica-se uma fragmentação do ponto de vista da efectiva representação colectiva da maioria das famílias de organizações (designadamente, face à interlocução com o Estado, com o sector privado lucrativo, com a comunidade em geral e face aos diversos ramos dentro do próprio terceiro sector). Esta debilidade tem repercussões ao nível da unidade interna do sector e da representação externa dos seus interesses. No contexto nacional existe um importante conjunto de organizações federativas e de cúpula representativas das diferentes famílias do terceiro sector e que têm vindo a amadurecer a sua intervenção nas últimas décadas. Todavia a representação de interesses encontra-se significativamente fragmentada e descoordenada: existem confederações, uniões, federações, plataformas, etc., com base em estatutos jurídicos e em personalidades jurídicas (IPSS, misericórdias, mutualidades, ramos cooperativos, ramos associativos, etc.); existem organizações de segundo nível com base em causas específicas, como por exemplo o desenvolvimento local, a luta contra a pobreza, a luta contra o cancro, a defesa dos animais, etc. As finalidades, as actividades e os serviços prestados por estas organizações, bem como as garantias disponibilizadas aos seus associados são variáveis. No terreno as organizações de base sentem necessidades de representação e apoio, mas também muitas vezes dificuldades em identificar a existência destas respostas efectivas, ou em seleccionar quais organizações que melhor podem representar os seus interesses.
Por outro lado, têm-se registado avanços significativos nos últimos anos, quer através do efeito de programas comunitários que privilegiam o trabalho em parceria (EQUAL e numerosos outros), quer por medidas de política nacional como a medida das Redes Sociais, quer ainda pela tendência geral de disseminação dos princípios de trabalho em rede e parceria. Todavia verifica-se ainda uma insuficiente comunicação e cooperação entre as organizações de base do terceiro sector entre si, congéneres ou de diferentes famílias. Em alguns debates públicos as problemáticas de concorrência entre organizações do terceiro sector são também claramente expressas.
A cooperação, a ajuda mútua, a solidariedade, entre muitos outros valores incorporados pelas organizações do terceiro sector, podem e devem alimentar o desenvolvimento de uma identidade colectiva do terceiro sector como um todo. O capital social – a partilha de valores, de normas e de finalidades comuns, bem como a alimentação de relações de confiança – é um recurso fundamental para a sustentabilidade do terceiro sector e das suas organizações, facilitando a cooperação para benefício mútuo e para a missão última do BEM COMUM.
| A3S é uma Associação de Investigação e Desenvolvimento (I&D) fundada na convicção de que promover o empreendedorismo social e a sustentabilidade do terceiro sector é contribuir para a consolidação de alternativas de desenvolvimento sustentáveis, mais justas, mais equitativas, mais participativas e mais inclusivas. A A3S é oficialmente criada a 19 de Dezembro 2006, fruto de um projecto colectivo e partilhado entre os seus associados. Desde a génese, esteve sempre presente a intenção de trabalhar com, e em prol, das organizações do terceiro sector, para que este seja alvo de maior investimento, conhecimento e reconhecimento. A A3S assume-se como empreendedora social na busca da criação de valor social acrescentado e de oportunidades de intervenção e inovação, constituindo-se sob a forma de associação sem fins lucrativos. | OBJECTIVOS - Promover o estudo, o reconhecimento e a difusão de conhecimento e informação sobre o terceiro sector; - Capacitar as organizações do terceiro sector e os seus recursos humanos, no sentido de potenciar as suas competências, aumentar a sua autonomia e sustentabilidade e Fortalecer a sua identidade; - Integrar transversalmente na sua acção os princípios de trabalho em rede e parceria entre organizações do terceiro sector e dos outros sectores de actividade, promovendo a Criação e o reforço de capital social e favorecendo acções e projectos conjuntos. |
Após o triénio inicial (2007-2009), dedicado a uma fase de arranque e estruturação da organização, o triénio 2010-2012 tem como objectivo o fortalecimento do projecto organizacional e de aprofundamento do projecto social.
Para tal, delineamos a nossa estratégia em torno de três eixos:
1. Consolidação da identidade da A3S, reforçando a eficiência e eficácia dos órgãos sociais e das dinâmicas de funcionamento em geral;
2. Afirmação do papel da A3S na promoção do conhecimento e reconhecimento do terceiro sector e do empreendedorismo social;
3. Criação e implementação de uma estratégia de sustentabilidade económico-financeira a partir do desenvolvimento de produtos e serviços orientados para a capacitação das pessoas e organizações em prol do desenvolvimento do terceiro sector.
Somos um grupo de pessoas individuais, com formações em diferentes áreas (sociologia, economia, marketing e ciências da educação) e com competências e experiências profissionais diversas.
ANA LUÍSA MARTINHO
Mestre e licenciada em Sociologia pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto,com tese sobre a análise das culturas organizacionais das organizações do terceiro sector, a partir dos modelos organizacionais e gestionários. Integra a equipa de investigação do projecto Empreendedorismo Social em Portugal do Instituto de Sociologia da FLUP. Tem participado em projectos de investigação e de investigação-acção que versam as temáticas do abandono escolar, da construção social da identidade, do voluntariado, da qualidade e da qualificação em organizações do terceiro sector. Formadora e consultora no âmbito de projectos de desenvolvimento organizacional para o terceiro sector (Q3; FAS; SIQ; Qual_IS). Experiência de avaliação externa dos projectos Equalidade, Bridges For Inclusion e Janus.
CARLOTA QUINTÃO
Doutoranda em Sociologia da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, a desenvolver a tese sobre Economia Social/Terceiro Sector e Empresas de Inserção. Licenciada em Sociologia desde 1996 pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP). Actividade profissional actual como investigadora, consultora e formadora nomeadamente nos domínios relacionados com o terceiro sector. Experiência profissional em consultoria e investigação aplicada, nomeadamente no quadro da avaliação, da engenharia da formação, do planeamento estratégico, da concepção e programação de projectos. Membro do Instituto de Sociologia da FLUP. Curso de Social Accounting and Audit, promovido pela SAN – Social Audit Network, social accounting for the community sector, Inglaterra – York; 2005. Experiência anterior consolidada (1995 a 2001) como voluntária no âmbito da Associação para o Planeamento Familiar.
CRISTINA PARENTE
Socióloga de formação, é Professora Auxiliar na Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP) e Investigadora do Instituto de Sociologia (IS-FLUP) da mesma instituição, desde 1991. Obteve o Grau de Doutora em 2004 e de Licenciada em 1990, ambos em Sociologia pela FLUP. Concluiu o Grau de Mestre em Políticas e Gestão de Recursos Humanos no Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa – Instituto Universitário de Lisboa, em 1996. No âmbito, do DS-FLUP, criou, em 2004, a Secção de Formação e Educação Contínua. Liderou e co-liderou a equipa de comunicação externa do DS-FLUP de 2006 a 2009. Coordenou a linha de investigação Trabalho, Emprego, Profissões e Organizações (TEPO) - do IS-FLUP entre fins de 2006 e inícios de 2010. Desenvolve actividades quer como investigadora, quer como coordenadora e responsável científica de projectos sobre as temáticas da gestão de recursos humanos e da formação de adultos, da sociologia empresarial e da economia social. Desde 2010, que assume as funções de editora da nova série working papers (2º série) do IS-FLUP. É orientadora e co-orientadora de várias Dissertações Mestrado e Doutoramento e tem integrado Júris de várias provas académicas. É autora e co-autora de vários artigos científicos e livros, bem como de diversas comunicações e conferências proferidas quer em meios académicos, quer profissionais. Exerce funções de avaliadora de obras e de artigos científicos para edição em publicações da especialidade, assim como de comunicações para integração em congressos científicos. Desenvolve actividades de formadora, de consultora metodológica e avaliadora de projectos de intervenção social e organizacional.
ELSA AMORIM
Estudante de economia na Faculdade de Economia do Porto. Experiência profissional em serviços administrativos hospitalares, onde desempenhou funções nas áreas da formação, tratamento de dados, e actualmente na área da gestão financeira, mais concretamente na despesa (pagamento a fornecedores). Experiência anterior, como sócia-trabalhadora de uma empresa de serviços, onde desenvolveu actividades tais como a preparação e elaboração de processos no âmbito de estudos económicos, o processamento de salários e a contabilidade geral de empresas de diversos ramos de actividade.
EURICO SOUSA
Pós-graduado em Ciências Empresariais (especialização em Marketing) pela Faculdade de Economia do Porto, licenciado em Gestão de Marketing pelo IPAM e em Antropologia pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.
Desempenha actualmente as funções de Director Executivo no Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável (BCSD Portugal). Anteriormente, foi consultor de empresas (predominantemente PME’s de diversos sectores de actividade) nas áreas da Gestão e do Marketing e formador nas áreas do Marketing, Planeamento e Gestão Estratégica, Gestão Comercial, Negociação, Empreendedorismo, Análise de Mercados e Comunicação.
JOANA BASTOS
Mestranda em Intervenção Social, Inovação e Empreendedorismo na Universidade de Coimbra (FEUC e FPCEUP) desde Outubro de 2010 e a desenvolver tese sobre o instrumento Microcrédito no âmbito da intervenção do Programa Nacional de Luta Contra a Probreza e Exclusão Social (CLDS). Licenciada em Sociologia pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto desde 2003.
Colabora com a A3S na iniciativa O Mês do Terceiro Sector e em projectos de formação e actividades de consultoria junto de organizações do Terceiro Sector, nos domínios da gestão e avaliação de projectos, do planeamento estratégico, da sustentabilidade das organizações, das políticas sociais e de estratégias para a intervenção social.
Actualmente é mediadora social na Associação de Ludotecas do Porto, integrando desde 2010 as equipas técnicas do Contrato Local de Desenvolvimento Social de Aldoar no Porto, com responsabilidades no eixo de intervenção: “Emprego, Formação e Qualificação.”.
Entre 2007 e 2009 integrou a equipa da ADILO – Agência de Desenvolvimento Integrado de Lordelo do Ouro no Porto. Experiência técnica e pedagógica no âmbito do PETI - Programa para a Prevenção e Eliminação da Exploração do Trabalho Infantil / Agrupamento de Escolas de Miragaia e também na Iniciativa Comunitária EQUAL, nas áreas da Igualdade de Oportunidades e Diversificação Profissional. Experiência formativa junto do Instituto de Emprego e Formação Profissional entre 2006 e 2008.
JORDI ESTIVILL
Economista e Sociólogo. Professor da Universidade de Montpellier e Perpignan (1969-1978). Professor de Política Social da Universidade de Barcelona (1981-2001). Director do Gabinet D'estudis Socials de Barcelona (1980-2002). Coordenador do Programa S.T.E.P. da Organização Internacional do Trabalho (2002-2005) e actual colaborador externo da OIT. Professor convidado de várias universidades portuguesas e colaborador em Portugal em vários programas de luta contra a pobreza e exclusão social e projectos de intervenção. Autor de numerosos livros, artigos e investigações sobre política social, economia social, pobreza e exclusão, com uma especial incidência nos países Mediterrâneos e em Portugal.
LUÍSA VELOSO
Licenciada e Doutorada em Sociologia pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Obteve o grau de Mestre em Políticas e Gestão de Recursos Humanos pelo Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa. A sua principal área científica de investigação é a da Sociologia do Trabalho e das Organizações tendo interesse noutras áreas científicas como a Gestão dos Recursos Humanos, o Emprego, a problemática das identidades profissionais e dos processos de aprendizagem, a Sociologia da Ciência e a Sociologia da Inovação. Actualmente é investigadora do Centro de Investigação e Estudos de Sociologia (CIES/ISCTE) e investigadora associada do Instituto de Sociologia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto. De entre publicações várias, refira-se o livro Aprendizagem e identificação: o espaço das empresas. Estudo sociológico num grupo empresarial português (2009, Editora Afrontamento).
MARIA ZULMIRA QUINTÃO
Licenciada em Ciências Geológicas e especializada em Administração e Gestão Escolar, foi docente do Ensino Básico e Secundário durante 37 anos, 22 dos quais desempenhou funções de Presidente do Conselho Directivo / Executivo, Presidente dos Conselhos Pedagógico e Administrativo. Desenvolveu actividades de formadora no âmbito do Curso de Administração e Gestão Escolar. Integrou a Comissão Instaladora da Escola E.B.2 de Leça da Palmeira. Participou, dinamizou, incentivou e implementou projectos-piloto do Ministério da Educação tais como Projectos de Territórios Prioritários de Intervenção Educativa, Rede Nacional de Bibliotecas Escolares e Ensino no Estabelecimento Prisional de Custóias e Santa Cruz do Bispo.
SOFIA MAIA
Mestre em Sociologia na área de “Políticas Locais e Descentralização” pela Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra e licenciada em Sociologia pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Exerce actualmente as funções de responsável do gabinete de gestão de projectos na Agência Piaget para o Desenvolvimento e de coordenadora nacional da rede europeia InDoors “Support and empowerment of female sex workers and trafficked women working in hidden places”. Desempenha, igualmente, funções de avaliação externa, consultoria e formação junto de organizações com fins não lucrativos nas áreas de igualdade do género e cidadania, qualificação e desenvolvimento organizacional. É membro dos órgãos sociais da Associação ILGA Portugal.
SOFIA MORA
Licenciada em Economia pela Faculdade de Economia e Gestão da Universidade Católica Portuguesa, Centro Regional do Porto (1999-2003), com trabalho de final de curso dedicado ao microcrédito. Tem trabalhado como consultora para a elaboração de projectos de criação de micro empresas, junto de pessoas em situação de desemprego e com baixas qualificações formais. Vocacionando o seu trabalho para a área da economia social, tem desenvolvido interesse pelas áreas da participação pública e da cidadania, bem como da inclusão profissional e social de públicos vulneráveis. Em 2007 concluiu a parte curricular do Mestrado em Sociologia - As Sociedades Nacionais perante os Fenómenos da Globalização, na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra.
A A3S tem estabelecido relações com diversas entidades no quadro da sua missão e dos seus valores, especialmente no âmbito dos seus objectivos de facilitação do trabalho em rede e de estímulo ao desenvolvimento de capital social.
| Entidade | Tipo de parceria | Objectivos |
| Departamento/Instituto de Sociologia da Faculdade de Letras da universidade do Porto http://www.letras.up.pt/ds/ http://isociologia.pt/ | Protocolo de cooperação | Desenvolver actividades de carácter científico e pedagógico. |
| Social Audit Network (SAN) http://socialauditnetwork.org.uk/ | A3S é associada da SAN | Promover e divulgar políticas de prestação de desempenho social, ambiental e económico. |
| EAPN – Portugal http://www.eapn.pt/ | A3S é associada da EAPN – Portugal | Participar e promover iniciativas de luta contra a pobreza e a exclusão social e o trabalho em rede. |
| Ponto Girassol - Inovação e Tecnologias http://www.ponto-girassol.pt/ | Acordo de parceria | Partilhar serviços. Promover de acções conjuntas para a promoção do software livre e o desenvolvimento do terceiro sector. |